Aramis Ribeiro Costa Somente Sou Enquanto Sinto e Penso Somente sou enquanto sinto e penso Neste mortal, misérrimo arcabouço Que embora viva em sonhos é carne e osso E vê em tal contraste um contra-senso. Existo enquanto falo, vejo ou ouço Ou sinto no meu peito um amor intenso Já não serei naquele negro fosso Que abrigará o pó dos sonhos. Venço O miasma cruel e metafísico Que compromete o sonho e mata o físico Numa elocubração que é metafórica. E em devaneio redundante e onírico Eu volto ao existencialismo empírico Da afirmação primeira e categórica.