Aramis Ribeiro Costa Soneto do Sol de Madrugada É noite - como as noites são vazias E faz silêncio à volta, em toda a estrada As mãos já não procuram, são tão frias É noite - e nem sinal de uma alvorada. Há cruzes espalhadas - tão sombrias! Há um desejo morto na calçada As esperanças passam, fugidias Parece que adiante não há nada. E de repente o fim que se procura Após a longa e triste caminhada E finalmente a luz na noite escura O sol brilhando em plena madrugada O desejo de ser - sem ser loucura A vida, num segundo, iluminada.